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sábado, 3 de maio de 2008

1967 - Moby Grape - Moby Grape

Banda formada na década de 60, em São Francisco, o Moby Grape era composto por, Peter Lewis, Bob Mosley, Jerry Miller, Don Stevenson e Alexander "Skip" Spencer este último um genial compositor e já citado no blog em sua obra solo, "Oar".
Moby Grape fez música com ótimas harmonias, misturando em seu rock and roll, o folk, blues e pitadas de psicodelia, conseguiu fazer deste disco auto entitulado, se não o melhor do cenário californiano (já que a concorrência era grande na época), um dos melhores.
A banda teve vários problemas para não dar certo, e um deles era brigas internas, chegando a um colapso nervoso de Alexander "Skip" Spencer, mais detalhes no post do próprio.
Para os amantes do bom e velho Rock 'n Roll este super disco é impagável. Não tenho como citar um destaque mas a música, "Someday" é minha favorita, vocal de arrasar no minuto final.

Gravadora - Columbia
Nacionalidade - EUA

"A arrogância da gravadora, as intrigas do mundo do rock 'n roll e pura má sorte fizeram com que a estrela do Moby Grape ascendess e caísse em apenas um ano. Mas seu álbum de estréia arrebentou.
Skip Spencer, um veterano do Jefferson Airplane (sua música "My Best Friend" está em Surrealistic Pillow), e o ex-agente do grupo, Matthew Katz, reuniram um novo time de músicas em torno dessa genial dissidência. Os quatro que encontraram (os guitarristas Jerry Miller e Peter Lewis, o baterista Don Stevenson e o baixista Bob Mosley) eram bons compositores e cantores harmoniosos, e esse pacote de dar água na boca logo fez barulho em São Francisco.
Seu homônimo disco de estréia (que custou US$ 11 mil) parecia feito para lançar o Moby Grape como o próximo queridinho da América. A faixa de abertura, "Hey Grandma", ferve com harmonias em ebulição e guitarras estridentes. "Fall On You", um soco no estômago de autoria de Lewis, tem um vocal insolente, fluidos solos de guitarra e bateria bem marcada. Há o doce estilo espanhol acústico de "8:05", a efusiva "Come In The Morning" e a atordoante "Omaha", de Spencer - as cançoes são revigorantes, otimistas e cheias de alegria. Como o Moby Grape poderia fracassar?
Para começar, a Columbia lançou cinco faixas como singles simultaneamente - matando as chances de subirem nas paradas. Três integrantes da banda foram presos por posse de maconha e por ligações com meninas menores de idade. E Stevenson claramente mostrava o dedo médio para a câmera na foto da capa (a Columbia percebeu e o gesto obsceno foi apagado posteriormente). Mas esqueça tudo isso - é um dos melhores discos de São Francisco.
Texto retirado do livro 1001 discos para ouvir antes de morrer

Músicas
01 - Hey Grandma
02 - Mr. Blues
03 - Fall On You
04 - 8:05
05 - Come In The Morning
06 - Omaha
07 - Naked, If You want To
08 - Someday
09 - Ain't No Use
10 - Sitting By The Window
11 - Changes
12 - Lazy Me
13 - Indifferenc


Ouça "Hey Grandma - Sitting by The Window" - Youtube

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terça-feira, 25 de março de 2008

1969 - Alexander "Skip" Spence - Oar

Este é o único álbum de Alexander "Skip" Spence, fabuloso por sinal. Spencer começou na banda "Quicksilver Messenger Service" como guitarrista até ser chamado para a bateria do Jefferson Airplane. Em 1966, "Skip" como era conhecido também sai do Airplane para co-fundar o Moby Grape também como baterista. Em 1968, Spencer que sofria de esquizofrenia, arrombou o quarto de dois colegas de banda com um martelo. Após uma temporada em um hospício por causa do incidente ele grava este disco.
Um disco sem igual.


Gravadora - Columbia
Nacionalidade - EUA

"Em 1968, a estabilidade mental de Alexander "Skip" Spencer estava por um fio. Ele acabou sendo internado no hospício de Bellevue durante seis meses, depois de arrombar com um martelo o quarto de Don Stevenson e Jerry Miller, seus colegas no Moby Grape.
Quando teve alta, ele conseguiu um adiantamento de US$ 1 mil da Columbia, comprou uma motocicleta e rodou até Nashville, onde começou a gravar as músicas que havia escrito em Bellevue. Não há nada parecido em todo o rock.
Oar foi gravado em baixo volume; o som é intimista - e, por isso, perturbador. A música tem um quê de improvisação, e o acompanhamento - todo tocado por Spencer - é disperso. A faixa de abertura, "Little Hands", parece ir num crescendo de energia, guiado pela bateria em grande estilo. "Cripple Creek", "Weighted Down (The Prison Song)" e "Broken Heart" são canções country quase espectrais, graças ao barítono profundo e meio sonolento de Spencer.
Um humor pouco convencional e jogos de palavras surgem em flashes. O disco, porém, mergulha em águas mais profundas. "Book Of Moses" traz uma guitarra potente em estilo blues, ao lado de vocais poderosos, com ruidos de trovão e um martelar insistente e metálico ao fundo. O vocal de "Diana" é a fragilidade em pessoa, enquanto "War In Peace", com sua guitarra fragmentada, címbalos e murmúrios, é mais uma coleção sinistra de texturas da aura do que uma música. A faixa de enceramento, "Grey/Afro", ameaça desmontar, com sua bateria anárquica - é hipnótica, como todo o álbum."
Texto retirado do livro 1001 discos para ouvir antes de morrer


Músicas

01-Little Hands
02-Cripple Creek
03-Diana
04-Margaret/Tiger Rug
05-Weighted Down (The Prison Song)
06-War In Peace
07-Broken Heart
08-All Come To Meet Her
09-Books Of Moses
10-Dixie Peach Promenade (Yin For Yang)
11-Lawrence Of Euphoria
12-Grey/Afro
13-This Time He Has Come (Bônus)
14-It's The Best Thing For You (Bônus)
15-Keep Everything Under Your Hat (Bônus)
16-Furry Heroine (Halo Of Gold) (Bônus)
17-Givin' Up Things (Bônus)
18-If I'm Good (Bônus)
19-You Know (Bônus)
20-Doodle (Bônus)
21-Fountain (Bônus)
22-I Think You And I (Bônus)
23-Diana (Bônus - 1991 Remix)
24-Lawrence Of Euphoria (Bônus - 1991 Remix)


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